A visita integrou o ciclo «Bibliotecas: Ler Está na Moda?», desenvolvido em colaboração com a Rede de Bibliotecas Escolares, que leva Marcelo Rebelo de Sousa a encontros com alunos em vários pontos do país.

Questionado pelo O Atual sobre o significado de uma biblioteca numa escola, o antigo chefe de Estado destacou a sua continuidade ao longo das gerações, enquanto mudam os alunos, os professores e as famílias.

«A biblioteca tem a obrigação, como instituição, de permanecer. Portanto, é uma alma viva. E aqui, neste caso, uma alma que redescobre o passado», afirmou.

O encontro deu também espaço à valorização da Escrita do Sudoeste, património do concelho. Um dos alunos explicou que, no âmbito da disciplina de Arte, Cultura e Património, os estudantes reproduzem caracteres com grafite e fazem gravações em pedra, procurando recriar práticas antigas.

À margem da sessão, Marcelo Rebelo de Sousa foi questionado sobre a passagem da Presidência da República para esta nova etapa e sobre a ligação ao ensino. Na resposta, sublinhou que a identidade de professor o acompanhou em todas as funções que desempenhou.

«A pessoa é professora toda a vida, não é?», disse, recordando que começou a dar aulas em 1971/1972. «Foi essa a minha vocação, foi essa a minha escolha», acrescentou, descrevendo a atividade nos jornais, na rádio, na televisão, nas autarquias, no Governo e na Presidência como um prolongamento dessa vocação.

Em Almodôvar, anunciou ainda que a etapa seguinte seria em Évora, seguindo-se encontros no Algarve e o regresso ao Centro e ao Norte, mantendo a leitura como fio condutor deste percurso.

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